O choro nem sempre vem acompanhado da lágrima.
Quando vem do olhar perdido, do soluço contido ou da dor da alma dilacerada, ele nos traz a angústia de um passado sofrido, de um presente bandido ou de um futuro indefinido.
Ele nos toma de assalto onde quer que estejamos; basta que nos lembremos de um menosprezo, de uma ingratidão, de uma traição... Tão doído!
A lágrima não rola porque aprendemos a segurá-la, numa necessidade de enganar o mundo que não quer saber de tristezas ou incertezas.
E seguimos chorando, olhos secos, para que não nos desnudemos aos olhos de pessoas que nem estão interessadas.
Suely Domingues Canero 2019
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